De 1948, quando o prêmio foi entregue pela primeira vez o Oscar de Melhor figurino, até os tempos de hoje, a categoria é disputadíssima e não menos importante que as demais. Nesta 84ª edição da maior festa da Academia de Cinema o filme O Artista foi premiado com o Oscar de melhor Figurino.
A trama de O Artista se passa na Hollywood de 1927, em torno da figura do ator der cinema mudo, George Valentin, que se preocupa com o futuro da sua carreira com a chegada do filme falado, ao mesmo tempo se recusa a fazer parte dessa nova realidade.

O longa francês que faturou os principais prêmios da noite. Além de conquistar as estatuetas de Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Diretor, além da estatueta na categoria de Melhor Figurino, assinado por Mark Bridges.
O norte-americano desbancou os filmes Anônimo (2011), A Invenção de Hugo Cabret (2011), Jane Eyre (2011) e W.E. (2011). Apesar de ter trabalhado em longas como Sangue Negro (2007), O Vencedor (2010) e Boogie Nights (1997), essa foi a primeira indicação de Mark.
A academia de Hollywood costuma premiar muitos figurinos de época, por isso o figurino de Mark Bridges é um forte favorito. Em um filme mudo, o figurino e outros elementos têm forte importância, pois os figurinos de certa forma “falam”, além de ajudar na construção dos personagens.

O interessante no figurino de O Artista é a ascensão da personagem Peppy Miller ao longo da trama da aspirante a atriz e dançarina, a atriz famosa. Nessa sua fase promissora, a personagem aparece rodeada de peles, plumas, vestidos fluidos e brilhosos, sandálias e sapatilhas.
O filme é revolucionário, pois foi um desafio fazer os figurinos em um longa todo preto e branco. Bridges comentou que tirava fotos dos tecidos em preto e branco para ter uma ideia de como ficariam na tela.
Vale salientar que o filme se passa no final da década de 1920 e início da década de 1930, época revolucionária no mundo da moda, pois houve uma quebra dos paradigmas de formas, principalmente no guarda roupa feminino.
